sábado, 19 de abril de 2014

Semana Santa - Jornal O Verbo - Edição Abril 2014







É natural que diante da perspectiva de uma grande festividade nos preparemos para bem vivenciá-la, e é justamente nesta dinâmica que nos encontramos, a quaresma é para nós cristãos/católicos o momento de preparação para a maior celebração litúrgica, a paixão e ressurreição de Cristo. Não tarda e os dias da semana santa logo chegam e sem dúvida mais uma vez irão nos envolver na mística dessa divina moção histórica. Aliviar o peso da nossa cruz com os pilares da quaresma, jejum, oração e caridade, são de fundamental importância para que possamos mergulhar de forma profunda no domingo de ramos, santa ceia, paixão de Cristo, vigília pascal e ressurreição. É um momento de renovação da fé, de contemplarmos a vitória do Senhor sobre a morte e de sermos preenchidos pela luz da ressurreição. Posso incluir nesse mistério o ato profundo ao qual nos dispomos na celebração da paixão, o beijo na cruz, a expressão de amor que podemos retribuir a Deus, quando através do beijo reconhecemos o filial amor de Jesus. Confesso que tenho especial atenção para missa da santa ceia, onde também, vivenciamos o momento do lava pés, nesse instante ao coração uma voz diz: “Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” (Jo 13,13-15). Nossa vocação é o serviço ao outro. É de grande clareza perceber que na semana santa participamos através das leituras, dos cânticos, do ritual litúrgico a vocação de Jesus a servir, um serviço que não poupa a vida para que nós filhos e irmãos tenhamos plenitude em nossa caminhada. Estou evocando através dessas palavras a atenção no cordeiro de Deus que foi imolado, e não me resta dúvida que é o ápice do evangelho sendo anunciado com a própria vida. São dias de silêncio e contemplação é o momento mais belo que nossa fé pode alcançar, crê sem precisar ver, sentir com a alma, deixar-se envolver pelas chagas de amor, e adentrar no santuário da ressurreição. Estamos prontos para celebrarmos essa semana santa de maneira esponsal, deixando que ela penetre em nós a partir da caminhada de ramos, perfazendo todos os caminhos da razão e da emoção, permitindo o envolvimento místico desta sublime festa. Acredito na força dessa canção: “Eu abro as portas do meu coração; Te dou livre acesso, Senhor”. Eu desejo abrir o meu coração para viver a renovação da revelação de Jesus. E você, aceita mergulhar nesse mistério?


Thiago de Sá


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